FasterEFT é um recurso para que possamos mudar nossa
percepção do que chamamos realidade. A nossa percepção é feita de uma “jeito”
muito pessoal. O “jeito” de vermos o mundo é pautado por múltiplos fatores que
abrangem aspectos genéticos, nossa história de vida e a cultura em qual estamos
inseridos.
Nossa percepção tem como um dos seus elementos constitutivos
a memória. Ou seja, eu vivo influenciando e me deixando influenciar pelo mundo.
As minhas experiências, consciente ou não vão sendo guardadas através daquilo
que chamamos memória, que é a lembrança de uma evento. Este evento estará
associado a emoções, afetos, sensações que, a depender de sua intensidade,
positiva ou negativa determinarão a maneira que eu me lembro de algo, e se eu
considerei aquela experiência positiva ou negativa.
Se dada experiência foi percebida como negativa, muito
provavelmente, tudo que consciente ou inconscientemente me faz rememorar o
evento original faz com que eu reviva as mesmas emoções, sentimentos, sensações
e opiniões.
Não é de se espantar que na nossa tentativa de evitar sentir
aquela experiência novamente nós acabemos nos privando de inúmeras
oportunidades, experiência e relacionamentos que potencialmente poderiam ser
positivas. Mas meu medo faz com que eu evite qualquer coisa, situação ou pessoa
que faça eu voltar na memória.
Ocorre que quanto mais eu evito algo, mais ela se torna
presente. Eu me transformo num especialista do problema, assim que acredito que
terei mais recursos para evitá-lo. E assim acabamos nos tornando um magneto
para o mesmo problema.
O que o FasterEFT propõe é fazer com que o registro do evento
mude, que os elementos associados à memória se “desgrudem” dela. Se a memória é
minha, eu tenho o poder de lembrar da maneira que for melhor para mim. Como diz
Robert G. Smith: “Memórias mal enterradas, permanecem vivas”.
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